Tecnologias na Educação
Dois pequenos filmes para reflectirmos sobre o papel das tecnologias e o papel dos professores.
Por vezes penso que o nosso curso é muito teórico. Podiamos ter realizado alguns projectos semelhantes com os temas aprsentados na aula.
Fica para uma outra oportunidade.
Recursos Educativos
Um dos aspectos que me tem pautado a minha actividade enquanto docente no ISEC é a concepção e criação de produtos educativos, por outras palavras, o modo como podemos aplicar as novas tecnologias à disciplina que leccionamos.
Assim em dois anos de trabalho temos contribuído para que surjam uma série de projectos, uns mais interessantes do que outros, e que gostaria agora de partilhar, pelo menos aqueles que ainda estão online.
Vão verificar que na maioria dos casos não tem existido uma actualização permanente, visto o percurso profissional de alguns dos autores dos projectos ter-se desviado dos objectivos da época.
A ordem de apresentação não implica que haja algum critério prévio de qualidade. Esse critério, actualmente é feito, porque quem os acede.
1) Acordar a Cor - Eugénia João
2) As Tic no Pré escolar - Ana Catarina Lagos
3) Espaços de Geometria – Isabel Beatriz
4) Os animais - Catarina
5) Educação Física Virtual – Marcos Valente
6) Jardim de Infância Luísa Ducla Soares - Clara Cegonho
7) Inglês no 1º Ciclo - Sónia Silva
Os recursos digitais no ensino.
Gostariamos de partilhar esta pequena análise sobre recursos digitais segundo a perspectiva de Manuel Área Moreira.
Manuel Área MOREIRA (2004), “Los médios de enseñança o materiales didáctivos. Conceptualización y tipo”. Los Médios y las Tecnologias en la Educación. Madrid.
Os recursos digitais no ensino. As novas tecnologias da comunicação (especialmente a Internet) possibilitam novas formas organizativas de armazenamento da informação e, em consequência, de acesso e manipulação da mesma por parte de professores e alunos.
Tradicionalmente os modos e materiais de ensino foram criados em formato impresso: livros de texto, de leitura, fichas, cadernos de actividades, etc. Este tipo de materiais apresentam a informação mediante códigos textuais combinados com imagens fixas. Os matérias impressos também se caracterizam por se desenvolverem numa sequência informativa da informação de tipo linear (leitura página a página até ao final). Os leitores seguem a mesma ordem ou sequencia de leitura do livro que o autor.
Por outro lado, nos documentos electrónicos, tanto em disco ou em rede, a forma de organização e tratamento da informação adopta uma sequência aleatória, não linear, sendo flexível e aberta. Esta forma de organizar a informação recebe o nome de hipertexto[1].
É um modo novo de armazenar e recuperar informação radicalmente diferente ao utilizado nos textos impressos. Em consequência as operações cognitivas implicadas em uma e outra forma de organização da informação também serão distintas. Certamente que o nosso interesse como educadores deverá dirigir-se a cultivar no aluno as duas formas básicas de organização da informação: a sequência textual e a organização hipertextual.
O hipertexto é um caso recente, se bem que antes da generalização da informática tenham existido alguns materiais impressos com certas estruturas hipertextuais (textos de ensino programado ramificado). O conceito hipertexto adquire a sua verdadeira dimensão quando se aplica em termos informáticos. A velocidade de acesso e recuperação de informação, o incremento interligações e a facilidade de saltar de umas referências para outras (navegação) com um simples toque são características quantitativas e qualitativas definitivas.
Por outro lado, um sistema multimédia pode definir-se como um dispositivo ou conjunto de dispositivos (software e hardware) que permitem integrar simultaneamente diversos formatos de informação: textual, gráfica, auditiva e icónica. A mensagem dos recursos multimédia é essencialmente visual e auditiva e emprega uma linguagem directa que integra a palavra imagem acompanhada de estímulos sonoros.
O conceito de hipermédia alude à combinação de um sistema multimédia com uma estrutura hipertextual, o que supõe poder navegar sem uma rota predeterminada ao redor de um ambiente de gráficos, imagens animadas e textos, todo ele acompanhado de som sincronizado e controlados pelo rato.
A principal característica dos materiais electrónicos é a possível digitalização de diferentes sinais ou tipos de informação facto que permitem tratar, memorizar e gerir interactivamente no mesmo suporte, texto, sons e imagens de tal modo que se codifiquem e atinjam por baixo da forma de dados numéricos um sistema binário. A digitalização está a permitir, antes de mais, a compatibilidade de diversos recursos informativos que anteriormente se contemplavam como sistemas incompatíveis (rádio, televisão, telefone, telecomunicações…) potenciando a interactividade entre todos eles.
Estes novos materiais electrónicos desenvolvem-se em novos suportes baseados em dois sistemas: os discos digitais (cd-rom, dvd) e as redes telemáticas (Internet e intranet). Os materiais digitais podem estar confinados a suporte físico informático ou difundir-se por recurso de uma rede. 1. Dos discos digitais ao material distribuído pela WWW.A criação do cd-rom no década de oitenta do século XX, significou uma importante revolução na forma de armazenamento e distribuição de grandes volumes de informação, este disco nasceu para armazenar um grande número de dados e textos mas a ele se juntaram rapidamente o áudio e as imagens fixas de modo a que se possam realizar aplicações multimédia que tratam todos os tipos de informação de modo integrado. A partir de 1987, com o desenvolvimento da tecnologia DVI foi possível a gravação de imagens em movimento de forma digital, comprimida de modos a ocupar reduzidas proporções de memória. Também foi possível integrar nos cd-rom as realizações multimédia e a memorização de sequencias de áudio visuais. A possibilidade de digitalizar imagens em movimento permite a realização da simulação de eventos reais que se podem introduzir nos programas de aprendizagem.
A interactividade que o cd-rom permite, pode ser definida como uma interactividade de selecção: o utilizador pode utilizar as informações memorizadas no cd-rom orientando-se de acordo com um projecto pessoal de utilização. Pode decidir que informações deve utilizar e em que sequência; o tempo que pode dedicar à consulta do cd-rom pois este não é o disco rígido nem está predeterminado. No primeiro caso, que se define como o sistema em árvore, o sistema convida o utilizador, através de procura visualizada pela forma de menu. A outra possibilidade de interacção com o conteúdo do cd-rom está constituída por um acesso directo à informação mediante a introdução, por parte do utilizador, de palavras-chave que levam directamente aos seus objectivos de consulta.
Os novos livros electrónicos dispõem de informações especializadas. Cada informação é memorizada num espaço especial do disco e o software de gestão tende a atribuir a cada dado um espaço na memória em que se torna fácil localizá-la. Em termos de multimédia, o cd-rom converteu-se num suporte para a realização de obras de consulta multimédia, graças à possibilidade de digitalizar imagens e sons, e pode conter diferentes tipos de informação.Por outro lado, o DVD é um disco semelhante, mas com mais capacidade para suportar informações em vídeo e aparece como um recurso de grande interesse educativo.
A Internet, fisicamente, existe em forma de uma infra-estrutura de ordenadores, linhas de telecomunicações, satélites, routers, redes locais e terminais espalhados por todo o mundo que podem interagir, pois seguem um mesmo conjunto de regras de comunicação e funcionamento. Estas regras, chamadas protocolos (TPC/IP) e materializam-se em forma de programas informáticos instalados em todos os equipamentos ligados em rede.De todas as aplicações de Internet, são as chamadas páginas WWW, o espaço de maior de difusão e potencialidade para este tipo de materiais. A criação destas páginas permite-nos publicar qualquer elemento informativo, criações pessoais de tipo artístico, cultural e educativo que por diversos motivos não poderiam ter outro tipo de difusão mais tradicional. A Internet está a alterar muitos conceitos associados com a publicidade editorial, o controlo ao nível da difusão, dos direitos de autor, conceito de obra, publico, editor, etc.Uma das características básicas dos materiais “colocados” na Internet é que são acessíveis a partir de qualquer ponto da mesma, em qualquer momento, ao nível educativo e de “forma gratuita”. Por outro lado, os materiais colocados na rede podem ser da lavra de vários autores[2]. Finalmente é de destacar a facilidade de manipulação e apropriação de certos materiais, pois os alunos já perceberam que é extremamente fácil, simplesmente através da busca de um tema é possível realizar um trabalho sem teclar uma única palavra.
Entramos na era do “copy/paste”.
Os sítios de carácter educativo
Pode-se definir-se, num sentido amplo, uma web como educativa quando a mesma oferece informações, recursos ou materiais relacionados com o campo ou âmbito da educação. Assim podemos encontrar páginas pessoais dos professores, páginas institucionais educativas como são as das universidades ou dos ministérios, cursos a distancia, páginas de empresas dedicadas à formação.
Podemos ainda distinguir dois conceitos importantes: as páginas de carácter informativo ou formativo. No primeiro caso, a página é construída para permitir o acesso à informação, como por exemplo revistas electrónicas. No segundo caso, os de natureza formativa, é necessário determinar se foram construídos para gerar um determinado processo de ensino aprendizagem. Assim, podemos classificar o conjunto de sítios web relacionados com a educação em quatro tipos:a) As Webinstitucionais. São aqueles sítios de uma instituição ou grupo relacionados com a educação;b) As Webs de recursos e bases de dados educacionais. São de natureza informativa já que proporcionam ao utilizador dados em forma de documentos, recursos, software;c) Em torno da informação e intranets educativas. Oferecem um cenário virtual restringindo, normalmente com senha o seu acesso. Geralmente são dedicados à informação ou educação a distância;d) Materiais didácticos web. São webs de natureza didáctica pois oferecem um material desenhado e desenvolvido especificamente para ser utilizado no processo de ensino-aprendizagem.
História do Computador
Antes de falarmos sobre Tecnologia Educativa julgamas que se torna importante recordar o que é o computador e como modificou em tão poucos anos o nosso modo de viver.
Novas Tecnologias.
O primeiro contributo para este espaço de reflexão sobre a Integração das Tic no Curriculum é uma pequena animação que encontrei no Blog do nosso colega José Paulo e julgo que traduz um pouco do que se faz com as tic na maioria dos casos.